6-5-2001
GUSTAV MAHLER
(1860 - 1911)
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A minha familiaridade com a música de Mahler é relativamente recente. Data de 1994, ano em que Lisboa foi Capital Europeia da Cultura. No ciclo Grandes Orquestras Mundiais, vieram agrupamentos musicais notáveis ao Coliseu interpretar as sinfonias de Mahler. Ouvi umas três, entre as quais uma belíssima interpretação da Sinfonia dos 1000, a Oitava, assim chamada porque o compositor apontava como sendo mil, o número mínimo de intérpretes! Infelizmente, não há em Portugal orquestras capazes de interpretar Mahler, por maiores reforços que lhes juntem. Mais tarde, ouvi outras interpretações em Bruxelas e ainda uma Sexta Sinfonia em Veneza, pela Orquestra do Teatro La Fenice, a actuar numa enorme tenda de campanha, enquanto não está reconstruído o teatro, após o incêndio. Depois
disso, comprei já as sinfonias, os Lieder eines fahrenden Gesellen ,
os Kindertotenlieder, Das Lied von der Erde, li duas biografias
dele e outras duas de Alma Mahler. |
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Entretanto, durante um curso de duas semanas em Berlim, tive ocasião de ouvir em 18 de Agosto de 2001, uma bela interpretação da 4.ª Sinfonia pela Gustav Mahler Jugendorchester no Konzerhaus do Gendarmeparkt. Dirigia Ivan Fischer (n. em 1951) e cantou a canção final a soprano inglesa Amanda Roocroft. Não foi talvez uma interpretação muito subtil (a orquestra é composta de jovens na casa dos 25 anos), mas foi um momento musical que me agradou muito e chegou a pôr-me os cabelos em pé. A orquestra é muito poderosa.
A
música de Mahler não é assim tão difícil como às vezes se diz. É uma música
algo complexa, pela variedade e novidade de alguns sons e instrumentos e a
inclusão do canto nas sinfonias. Além disso, é uma música que não cansa,
pois, quanto mais se ouve, melhor se percebe. Não é muito extensa, cabe em
quinze ou dezasseis CD's. Ele teve uma vida bastante curta, e dedicou-se muito
à direcção de orquestra e de teatros, pois tinha de ganhar a vidinha e
escrever música não dava grandes resultados para isso. Aliás, os últimos
anos foram passados na América, onde auferia rendimentos que seriam inacessíveis
na Europa. O casamento com Alma Mahler foi para ele uma fonte permanente de
inspiração, pois aquela jovenzinha de extracção burguesa revelou-se uma
mulher extraordinária (Pode ver a minha página sobre ela,
aqui).
Existem
muitos textos sobre Mahler na Net, e dispenso-me de acrescentar mais coisas
aqui.
Pode ver-se o artigo da Enciclopédia Britânica, a muito completa página de Jason Greshes, a de Paul Zucas e, finalmente, a enorme discografia de Vincent Mouret, em francês ou inglês. Estas páginas contêm depois listas com numerosos outros links.
5-7-2003 – Mahler tem sido ouvido de novo em Lisboa, agora pela mão da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Ontem, dia 4, fui ao Teatro Nacional de S. Carlos ouvir uma bela interpretação da 9.ª Sinfonia, com a orquestra sob a direcção de Jeffrey Tate, que valeu realmente a pena. Para mim, esta é uma das sinfonias que tem de ser ouvida tocada ao vivo, para apreender todas as suas nuances.
Em 15 de Novembro de 2002, já ali ouvira a 3.ª Sinfonia, dirigida por Zoltán Peskó e a participação da mezzo soprano Mariana Pentcheva, que também me encheu as medidas.
2004 - Também em 2004, vi e ouvi em Lisboa magníficas interpretações de Mahler. No Coliseu, no âmbito do ciclo Grandes Orquestras Mundiais, a 27 de Abril, a Orquestra do Festival de Budapeste tocou a Sinfonia n.º 9, dirigida por Iván Fischer; a 27 de Maio, a Orquestra de Filadélfia, dirigida por Christoph Eschenbach executou a Sinfonia n.º 1. A 27 de Junho, no Centro Cultural de Belém, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, dirigida por Jeffrey Tate executou a Canção da Terra, com as vozes de Keith Lewis e Petra Lang. Todas brilhantes interpretações.
2005 - Grandes Orquestras vieram também este ano a Lisboa interpretar Mahler. A 18 de Janeiro, veio de Paris a Orquestra Filarmónica de Rádio France, para, dirigida por Myung-Whun Chung, executar a Sinfonia n.º 5. A 9 de Fevereiro, a Royal Concertgebouworkest (Orquestra Real do Palácio de Concertos) de Amsterdão, dirigida pelo Maestro Mariss Jansons, executou a Sinfonia n.º 6, em Lá menor, Trágica. Ambas, mas especialmente a segunda, foram interpretações inesquecíveis.
2006 -
Dentro do ciclo "Grandes
Orquestras Mundiais", a
Orquestra da
Gewandhaus de Leipzig, dirigida pelo Maestro milanês Riccardo Chailly
interpretou poderosamente a Sinfonia n.º 7, no concerto de 4-3-2006, no Coliseu
dos Recreios.
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2.ª SINFONIA
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3.ª SINFONIA
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